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Vistoria de entrada e saída do imóvel alugado: como proteger proprietário e inquilino

Sem um laudo de vistoria bem-feito na entrada, é a palavra do proprietário contra a do inquilino na hora de discutir desgaste. Veja como documentar certo desde o início.

Em resumo

A vistoria de entrada documenta o estado exato do imóvel antes do inquilino se mudar; a vistoria de saída compara esse estado ao momento da devolução, distinguindo desgaste natural (esperado, não reembolsável) de dano (responsabilidade do inquilino). Sem um laudo de entrada detalhado, com fotos e descrição item por item, qualquer discussão sobre o estado de devolução vira a palavra de uma parte contra a da outra — o documento bem-feito no início é o que resolve isso de forma objetiva, protegendo proprietário e inquilino.

Por que a vistoria evita conflito

A maior parte dos conflitos ao final de uma locação gira em torno de "isso já estava assim quando eu entrei" contra "isso foi você que estragou". Sem um registro objetivo do estado inicial do imóvel, essa discussão não tem como ser resolvida com dados — fica na palavra de cada parte. Um laudo de vistoria de entrada bem-feito elimina essa ambiguidade e costuma acelerar (e reduzir o atrito de) a devolução da caução ao final do contrato, tema relacionado a fiador, seguro-fiança ou caução.

A vistoria de entrada, item por item

A vistoria de entrada deve documentar, cômodo por cômodo: estado de paredes, pisos, tetos e pintura; funcionamento de portas, janelas, fechaduras e trincos; estado de instalações elétricas e hidráulicas visíveis; funcionamento de eletrodomésticos e móveis planejados, se incluídos no contrato; e o estado de áreas externas, quando houver (quintal, varanda, garagem). Idealmente, essa vistoria é feita com as duas partes presentes (ou representantes) e assinada por ambas, com uma cópia para cada lado.

Fotos e vídeo: a prova que resolve disputa

Descrição escrita ajuda, mas fotos datadas e, idealmente, um vídeo percorrendo o imóvel são a prova mais difícil de contestar depois. Registre detalhes que possam gerar dúvida no futuro — pequenos riscos, manchas já existentes, desgaste de acabamentos — com boa iluminação e closes quando necessário. Guarde esse material (e o laudo assinado) durante toda a locação; ele é a referência que será usada na vistoria de saída.

Desgaste natural x dano

A lei reconhece que o imóvel sofre desgaste natural pelo uso normal ao longo do tempo — desbotamento de pintura, pequeno desgaste de piso em áreas de passagem, funcionamento reduzido de dobradiças com o uso — e esse desgaste não pode ser cobrado do inquilino na devolução. Dano é diferente: um buraco na parede, um vidro quebrado, uma mancha causada por mau uso. Distinguir os dois exige comparar o laudo de saída com o de entrada, considerando o tempo de locação decorrido — um desgaste razoável para três anos de contrato não é o mesmo que seria razoável para seis meses.

A vistoria de saída

A vistoria de saída repete o mesmo roteiro da entrada, item por item, comparando diretamente com o laudo e as fotos originais. É essencial que essa vistoria também seja registrada com fotos e, se possível, feita com as duas partes presentes — evitando que divergências sejam identificadas só depois, quando já não há como comprovar o estado real no momento da devolução.

O que pode ser descontado da caução

Apenas danos comprovados (não desgaste natural) podem ser descontados da caução ou cobrados do inquilino — e o valor descontado deve ser proporcional ao reparo necessário, com comprovação (orçamento, nota fiscal). Descontos genéricos, sem essa comprovação, tendem a gerar disputa e, eventualmente, questionamento judicial — mais um motivo para que ambas as vistorias sejam bem documentadas desde o início.

Como conduzir a vistoria certa

Para proprietários: contrate ou conduza uma vistoria de entrada detalhada, com fotos e assinatura das duas partes, antes de entregar as chaves. Para inquilinos: participe ativamente da vistoria de entrada, aponte qualquer problema já existente antes de assinar, e guarde sua própria cópia do laudo e das fotos. Os dois lados saem protegidos quando o processo é feito com cuidado desde o primeiro dia.

Respondendo direto à dúvida que traz a maioria dos leitores até aqui: a vistoria de entrada, feita com descrição detalhada, fotos e assinatura das duas partes, é o documento que evita discussão sobre desgaste na hora da devolução. Compare sempre a vistoria de saída com a de entrada, distinguindo desgaste natural (não cobrável) de dano real (cobrável e comprovável) antes de qualquer desconto na caução.

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A Alpha DL conduz a vistoria de entrada e saída com o cuidado necessário para proteger proprietário e inquilino de discussões evitáveis.

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Perguntas frequentes

Por que a vistoria de entrada é tão importante?

Porque documenta o estado exato do imóvel antes da locação começar. Sem esse registro, qualquer discussão sobre desgaste na devolução fica apenas na palavra de uma parte contra a da outra.

Qual a diferença entre desgaste natural e dano?

Desgaste natural é o efeito esperado do uso normal ao longo do tempo (desbotamento de pintura, desgaste leve de piso) e não pode ser cobrado do inquilino. Dano é um problema causado por mau uso (buraco na parede, vidro quebrado) e pode ser cobrado, desde que comprovado.

O que deve ser registrado na vistoria de entrada?

Estado de paredes, pisos, tetos e pintura, funcionamento de portas e janelas, instalações elétricas e hidráulicas visíveis, eletrodomésticos e móveis planejados incluídos, e áreas externas — idealmente com fotos e vídeo, assinado pelas duas partes.

O que pode ser descontado da caução ao final da locação?

Apenas danos comprovados, não desgaste natural, e o valor descontado deve ser proporcional ao reparo necessário, com comprovação como orçamento ou nota fiscal.

Fontes consultadas

Informações de caráter geral, verificadas em 02/08/2026. Regras, valores e condições podem mudar — confirme o caso específico com a Alpha DL e com as fontes oficiais.

Escrito por

Danillo de Almeida Santos

Sócio da Alpha DL Imóveis, atua na consultoria de compra, venda e locação em Alphaville, Tamboré, Barueri e Santana de Parnaíba. Escreve sobre decisões imobiliárias com critério — o imóvel como consequência de uma boa análise, não o contrário. CRECI/SP 271275-F.

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